Macapá ocupa o topo da lista das piores cidades do Brasil em saneamento básico, de acordo com levantamento que avaliou as condições nas 100 cidades mais populosas do país.
O estudo revela que nos municípios com melhores condições, como Santos e São Paulo, os gastos por habitante com saneamento são de R$ 135, enquanto nas cidades com piores índices, como Macapá e Porto Velho, o valor médio investido é de apenas R$ 48.
A pesquisa mostra que apenas metade do esgoto coletado no país é tratado, expondo uma grande desigualdade entre as regiões. As capitais do Norte e Nordeste estão entre as últimas posições no ranking, destacando o grave déficit de saneamento nessas áreas.
Em Macapá, por exemplo, menos de 30% da população tem acesso à coleta de esgoto, contrastando com os 97,7% das cidades mais bem colocadas. A precariedade atinge diretamente a qualidade de vida da população, refletindo-se em problemas como alagamentos e doenças.
Esse cenário evidencia a urgência de investimentos mais robustos para garantir o acesso igualitário ao saneamento básico em todo o Brasil.