Soldado da PM/AP é flagrado com vestimenta tática suspeito de está fazendo segurança privada ilegal no Amapá

Uma imagem que circula nas redes sociais chama a atenção sobre a conduta de um policial militar durante uma agenda política do ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan, investigado pela Polícia Federal por supostos desvios de recursos públicos.

Uma fotografia que ganhou grande repercussão nas últimas horas mostra um soldado da Polícia Militar do Amapá, identificado como Rafael Pimentel, caminhando ao lado do ex-prefeito Antônio Furlan durante uma agenda política. O que mais chama atenção no registro é o uso de colete balístico e vestimenta tática semelhante às utilizadas em serviço oficial.

A cena chama atenção de possível atuação irregular do militar, especialmente no que diz respeito à prestação de segurança privada prática que, em regra, que segundo a legislação é proibida para integrantes da Polícia Militar. O soldado Rafael também tem atuado nas redes sociais como digital influence, que também levanta questionamento sobre a prática seja proibido pela legislação da policia militar.

Antônio Furlan foi afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal, no âmbito de investigações conduzidas pela Polícia Federal. As apurações envolvem supostos desvios de recursos públicos, incluindo verbas destinadas à construção do hospital municipal de Macapá.

O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO

A atuação de policiais militares fora das funções institucionais é regida por normas rígidas. Entre os principais pontos estão:

  • Dedicação exclusiva: policiais militares não podem exercer atividades privadas que conflitem com o serviço público;
  • Segurança privada: a prestação desse tipo de serviço é, em geral, proibida;
  • Uso de equipamentos oficiais: fardas, coletes e armamentos são de uso restrito em serviço, sendo vedada sua utilização em atividades particulares.
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POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS

Caso seja confirmada alguma irregularidade, o policial poderá enfrentar:

  • Processo Administrativo Disciplinar (PAD), com possibilidade de suspensão ou até exclusão da corporação;
  • Responsabilização criminal, dependendo da apuração dos fatos;
  • Investigação interna, para verificar eventual uso indevido de equipamentos públicos.

CONTEXTO POLÍTICO SENSÍVEL

A presença do militar ao lado de Furlan ocorre em um momento delicado do cenário político local. O ex-prefeito é alvo de investigações por supostas irregularidades em contratos públicos, especialmente na área da saúde, o que amplia a repercussão e a gravidade do caso.

NECESSIDADE DE APURAÇÃO

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a situação funcional do policial no momento do registro. Especialistas apontam que uma investigação rigorosa é fundamental para esclarecer:

  • Se o militar estava em serviço ou de folga;
  • Se houve uso de equipamentos da corporação;
  • E se existia vínculo com atividade de segurança privada.

A reportagem tentou contato com o soldado Rafael Pimentel por telefone, mas todas as tentativas de ligações foram rejeitadas. O Comando-Geral da Polícia Militar do Amapá também não se manifestou.

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Foto de Iran Froes

Iran Froes

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