Golpistas se passam por facção criminosa e fazem ameaças para extorquir dinheiro no Amapá

A Polícia Civil do Amapá emitiu um alerta à população após identificar um golpe que vem sendo aplicado por criminosos por meio de ligações telefônicas e aplicativos de mensagens. Os suspeitos se passam por integrantes de facções criminosas e utilizam ameaças para tentar obrigar vítimas a transferirem dinheiro.

A Polícia Civil do Estado do Amapá, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Laranjal do Jari, informou que criminosos têm utilizado informações pessoais obtidas na internet para intimidar vítimas e aplicar golpes de extorsão.

De acordo com as investigações, os golpistas entram em contato afirmando fazer parte de facções criminosas e dizem possuir dados pessoais da vítima e de seus familiares. Durante a conversa, costumam citar nomes de parentes, endereços, locais de trabalho e até apresentar fotos retiradas de redes sociais para dar aparência de veracidade às ameaças.

Após criar um ambiente de medo e pressão psicológica, os criminosos passam a exigir transferências de dinheiro via PIX ou depósitos bancários. O pagamento, segundo eles, seria para evitar supostos ataques contra a vítima ou membros da família.

A Polícia Civil esclarece que, na maioria dos casos, as informações utilizadas pelos criminosos são obtidas em redes sociais ou por meio de pesquisas na internet, e não significam que a vítima esteja sendo realmente monitorada.

As autoridades também ressaltam que esse tipo de crime geralmente é praticado à distância, muitas vezes por pessoas que sequer estão no estado, utilizando apenas aplicativos de mensagens e chamadas telefônicas para intimidar as vítimas.

Diante da situação, a orientação das forças de segurança é clara: a pessoa não deve realizar qualquer tipo de pagamento, deve interromper imediatamente o contato com os criminosos, bloquear o número utilizado e preservar todas as mensagens, áudios e comprovantes.

Caso alguém seja vítima desse tipo de golpe, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade da Polícia Civil e registrar um boletim de ocorrência para que o caso seja investigado.

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Iran Froes

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