13ª fase da Operação Mute foi realizada na Colônia Penal, em Macapá, e também encontrou drogas, carregadores, facas e outros materiais ilícitos. Ação ocorre simultaneamente em unidades prisionais de todo o país.
A Polícia Penal do Amapá apreendeu 24 aparelhos celulares, drogas, carregadores e outros materiais ilícitos durante a 13ª fase da Operação Mute, realizada nesta terça-feira (22) na Colônia Penal (COP), unidade destinada a internos do regime semiaberto. A ofensiva integra uma mobilização nacional para interromper a comunicação de integrantes de organizações criminosas a partir de unidades prisionais.
A operação tem como principal objetivo localizar e retirar celulares utilizados por detentos para manter contato com pessoas fora dos presídios e, dessa forma, dificultar a articulação e o comando de atividades criminosas.

Segundo o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), a revista foi concentrada na Colônia Penal. O diretor-presidente do instituto, Emerson Silva, afirmou que a unidade passa atualmente por obras de reestruturação e atribuiu a presença dos materiais ilícitos às vulnerabilidades temporárias provocadas pelas intervenções no espaço.
“A revista ocorreu na Colônia Penal (COP), unidade que abriga internos do regime semiaberto. A instituição esclarece que a presença dos materiais ilícitos apreendidos decorre das vulnerabilidades temporárias geradas pelas atuais obras de reestruturação do espaço, descartando a hipótese de corrupção ou facilitação por parte de servidores”, afirmou Emerson Silva.
Celulares, drogas e armas são encontrados
Durante as buscas, as equipes apreenderam 24 celulares, chips de operadoras, 21 carregadores, dois fones de ouvido e um carregador de smartwatch.
Também foram encontrados 303 papelotes, 42 porções e 34 comprimidos, além de uma balança de precisão. O material divulgado não especifica quais substâncias estavam nas embalagens e comprimidos apreendidos.
Os policiais ainda localizaram quatro facas, um martelo artesanal, 12 pacotes de fumo, 12 isqueiros, dois frascos de perfume e dois frascos contendo pimenta.
A retirada de aparelhos celulares das unidades prisionais é considerada uma das frentes da estratégia para dificultar a comunicação clandestina entre presos e integrantes de grupos criminosos em liberdade. A Operação Mute busca impedir que ordens e articulações relacionadas a crimes sejam transmitidas de dentro dos estabelecimentos penais.
Operação mobiliza forças de segurança
No Amapá, as varreduras são coordenadas pela Gerência de Inteligência e contam com apoio do Grupo Tático Prisional (GTP), de equipes de plantão e do Canil do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
Os cães especializados auxiliam na localização de materiais ilícitos escondidos em celas e outros pontos das unidades.
A 13ª Operação Mute faz parte de uma ação integrada realizada simultaneamente em presídios de diferentes estados brasileiros, com foco no enfrentamento à comunicação clandestina e à atuação de organizações criminosas no sistema penitenciário.




